Hino de Ravidas em Sorath
A Unidade do Ser com o Divino
Este é um hino devocional do santo Ravidas, que usa metáforas como a onda e a água para ensinar que a alma é uma só com Deus, e que a ilusão da separação é apenas um engano da mente.
Versos
Sorath — o nome do raga, a melodia sagrada que prepara o coração para a devoção.
Verso 1
Quando eu existia, Tu não existias; agora Tu existes, e eu não existo. Como a onda e a bolha que surgem na água — somente a água permanece na água.
Verso 2
Ó Madhava, o que se pode dizer desta ilusão? É como um homem que persegue um espelho d'água, como a própria vida que se esvai.
Verso 3
Assim como o ouro e os ornamentos feitos dele, e a água no pote — a água se funde na água. Falando e falando, ninguém conhece o Brahman; somente reconhecendo o Rei Divino se alcança a verdade.
Verso 4
Como os raios do sol são chamados de água, e o cervo sedento é enganado pela miragem. Falando e falando, ninguém conhece o Brahman; somente reconhecendo o Rei Divino se alcança a verdade.
Verso 5
A mente é tingida com a verdadeira cor do Rei. Como com a tintura de garança, a cor não adere ao tecido cru — assim é a ilusão de Maya.
Verso 6
Diz Ravidas, com a mão do amor. Como o fio de seda, a mariposa e a onda — corpo e mente se fundiram em Ti, dissolvidos na Tua essência.
Verso 7
Worship Guidelines & Chanting Benefits (Phalashruti)
Daily or auspicious lunar days (Ekadashi, Purnima, Pradosham)
Brahma Muhurta (4:00 AM – 6:00 AM) or Evening Dusk (Sandhya)
Ghee lamp (Deepa), Incense (Dhoopa), Fresh flowers & Water offering
- Peace of mind, spiritual upliftment, and harmonious energy in the home
Contexto
Este hino faz parte do Guru Granth Sahib, a escritura central do Sikhismo, e é atribuído ao santo-poeta Ravidas (século XV-XVI). É tradicionalmente cantado no raga Sorath, um modo musical específico, durante o kirtan (canto devocional) Sikh. O texto explora a não-dualidade entre o ser humano e o divino, usando imagens simples para transmitir uma profunda verdade espiritual.
Sobre este Texto
Composto por: Bhagat Ravidas · Medieval Nirguna Bhakti Poet-Saint · 15th–16th century, Varanasi
A poet-saint and leather worker by trade from Varanasi, whose hymns envisioned Begampura — a utopian realm free of sorrow, fear, and caste-based inequality. His compositions are included in the Guru Granth Sahib and form the devotional core of the modern Ravidassia tradition.
Você sabia?
Autor e contexto
Este shabad (hino devocional) é de Guru Ravidas, santo poeta do movimento bhakti do século XV, conhecido por sua origem humilde (da casta dos curtidores) e por sua ênfase na união direta com o Divino, sem mediação de rituais ou castas. A composição está no raga Sorath, um modo musical que evoca reflexão e saudade espiritual.
Metáfora central da onda e da água
O primeiro verso compara a relação entre a alma individual e Deus à onda e ao oceano: quando a onda existe, a água não é percebida como separada; quando a água é reconhecida, a onda desaparece. Isso ilustra a não-dualidade — a ilusão da separação se desfaz quando se percebe que tudo é uma única Realidade.
O ouro e o ornamento
A terceira estrofe usa a imagem do ouro e da joia: o ornamento não é diferente do ouro, assim como o mundo criado não é diferente de Deus. A mesma lógica se aplica à água e ao pote — a água do pote, ao ser derramada, funde-se na água do rio, simbolizando a dissolução do eu no Absoluto.
A miragem e o veado
A quarta estrofe compara o engano do mundo (Maya) a um veado que corre atrás de um reflexo de água no deserto, criado pelos raios do sol. Assim como o veado é iludido, os seres humanos se apegam a prazeres ilusórios, sem perceber que a verdadeira satisfação está apenas em Deus.
A tintura permanente do amor divino
Na quinta estrofe, Ravidas usa a tintura natural de majith (raiz de garança) como símbolo do amor verdadeiro: assim como essa tinta não desbota, a mente tingida pela cor de Deus torna-se permanentemente imbuída de devoção, ao contrário das cores falsas e temporárias da ilusão material.
Guru Ravidas Ji
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