Shrimad Akhilandadevijambukeshvarastutih
Esta é uma estrofe devocional (stuti) que louva a Deusa Akhilanda (a Mãe Universal) e o Senhor Jambukeshwara (uma forma do deus Shiva), pedindo sua misericórdia e proteção. Composta em sânscrito, é usada por devotos para meditação e recitação diária.
Versos
Ó Mãe Akhilandeshwari, oceano de compaixão, que és o mérito sagrado de Jambukesvara! Por favor, sê propícia para comigo, embora eu cometa milhares de ofensas.
Verso 1
Curvo-me diante da Deusa Akhilandeshwari, que segura dois lótus dourados em Suas mãos superiores semelhantes a lótus, e exibe os gestos de concessão de bênçãos (Varada) e de destemor (Abhaya) com Suas mãos inferiores.
Verso 2
Adoro em meu coração a Deusa, oceano de perdão, que é como o sol da manhã para o lótus da mente de Jambunatha (o Senhor Shiva), que no passado abençoou e tornou plena até mesmo a pequena criatura Shambuka, que carrega em Seu corpo uma concha (kambu) e montanhas sob a forma de Seu belo pescoço e seios, e que é a personificação da água e da terra.
Verso 3
Curvo-me diante Daquele que reside na raiz da árvore Jambu, cujo pescoço supera com sua beleza o orgulho de uma concha brilhante, que tem a forma da água e da terra, e que concede bênçãos a devotos como Shambuka.
Verso 4
Assim conclui o 'Srimad Akhilandadevi Jambukesvara Stuti' composto por Sri Saccidananda Sivabhinava Nrsimha Bharati Swamigal, o Jagadguru de Sringeri.
Verso 5
Worship Guidelines & Chanting Benefits (Phalashruti)
Monday (Somwar) & Pradosham
Early Morning (Brahma Muhurta) or Evening Twilight (Sandhya)
Bilva leaves, Ganga water, Bhasma (sacred ash), Dhatura & White flowers
- Inner stillness, destruction of negative karma, and freedom from fear of death (Mrityunjaya)
Contexto
Esta composição é tradicionalmente atribuída a Sri Sachchidananda Shivabhinava Nrisimha Bharati Swami, um dos antigos líderes (Jagadguru) do mosteiro de Sringeri, na tradição do Advaita Vedanta (uma escola de filosofia hindu que enfatiza a unidade do ser com o divino). A stuti é recitada por devotos como uma oração para obter bênçãos, paz e perdão pelas falhas, e é especialmente associada à veneração das divindades Akhilanda Devi e Jambukeshwara. O texto faz parte do rico conjunto de hinos devocionais (stotras) da Índia, usado em práticas diárias de culto e reflexão espiritual.
Você sabia?
Autor
Este hino foi composto por Sri Sacchidananda Shivabhinava Nrisimha Bharati Swami (1858–1912), o 33º Jagadguru do Sringeri Sharada Peetham, um dos mais influentes mestres do Advaita Vedanta. Ele foi um prolífico compositor de estutis (hinos de louvor) e comentarista de textos filosóficos.
Deusas e deuses louvados
O texto homenageia o casal divino do Templo de Jambukeswaram, em Tiruchirappalli (Tamil Nadu): a Deusa Akhilandadevi (Parvati como “Senhora do Universo Inteiro”) e o Senhor Shiva na forma Jambukeshwara, cujo linga está permanentemente submerso em uma fonte natural, simbolizando a união com as águas primordiais.
Imagem da Deusa
O verso 2 descreve Akhilandadevi com quatro mãos: as duas superiores seguram um lótus e um vaso com as águas do Ganges (representando pureza e vida), enquanto as inferiores concedem as bênçãos “vara” (dádiva) e “abhaya” (proteção contra o medo). Essa iconografia é típica de sua forma naquele templo.
Simbologia de Jambukeshwara
O nome “Jambukeshwara” vem da árvore jambu (jamun), sob a qual Shiva teria manifestado o linga. No verso 4, o pescoço do Senhor é descrito como “brilhante como uma concha” (kambu) e capaz de destruir o orgulho — uma alusão direta ao episódio do envenenamento do oceano (Samudra Manthan), quando Shiva tornou seu pescoço azul (Nīlakaṇṭha) ao beber o veneno, subjugando assim o ego dos deuses e demônios.
Estrutura devocional
A estuti contém 4 versos (shlokas) em sânscrito clássico, seguidos de um colofão que identifica o autor. O primeiro verso é uma humilde súplica por perdão das ofensas cometidas, destacando a infinita compaixão da Deusa, um tema comum em hinos de rendição (prapatti).
Shiva
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