A Ardas
A Oração Formal dos Sikhs
Esta é a oração formal (Ardas) que os sikhs recitam no final dos cultos e cerimónias. Ela invoca os dez Gurus, os primeiros cinco sikhs batizados (Panj Pyare), os quatro filhos do Guru Gobind Singh (Sahibzade), os mártires da fé, e pede bênçãos para toda a comunidade (Khalsa). Termina com a saudação 'Waheguru Ji Ka Khalsa, Waheguru Ji Ki Fateh' (O Khalsa pertence a Waheguru, a vitória é de Waheguru).
Versos
Um Deus Criador, a vitória pertence ao Vahiguru.
Verso 1
Que a adorável Bhagauti nos auxilie.
Verso 2
O Bardo da adorável Bhagauti, do Décimo Imperador.
Verso 3
Primeiro, lembrando Bhagauti, medito no Guru Nanak. Então, do Guru Angad ao Guru Amar Das, e que Ram Das seja auxiliar. Lembro de Arjan e Har Gobind, e do adorável Hari Rai. Medito no adorável Hari Krishan, ao vê-lo todas as dores desaparecem. Lembrando Tegh Bahadur, as nove riquezas vêm correndo para casa. Que Ele seja auxiliar em todos os lugares.
Verso 4
O Décimo Imperador, o adorável Guru Gobind Singh Sahib Ji Maharaj, o Senhor do Panth, seja auxiliar em todos os lugares. Meditando na luz dos Dez Imperadores, no estudo e visão do adorável Guru Granth Sahib Ji, digam: Vahiguru, Vahiguru, Vahiguru.
Verso 5
Meditando na realização dos cinco Amados, dos quatro Príncipes-Sahibzadas, dos quarenta Libertos, dos que praticaram austeridades, dos que meditaram, dos que repetiram o Nome, dos que compartilharam e distribuíram, dos que estabeleceram a generosidade e brandiram a espada, dos que viram e ignoraram a injustiça, desses amados e verdadeiros, ó Khalsa Ji, digam: Vahiguru.
Verso 6
Aqueles Singhs e Singhnis que, por amor ao Dharma, ofereceram suas cabeças, foram cortados membro a membro, tiveram seus crânios perfurados, foram colocados em rodas de tortura, serrados com serras, fizeram sacrifícios pelo serviço aos Gurdwaras, não abandonaram o Dharma, mantiveram o Sikhismo com seus cabelos e respiração, meditando na realização deles, ó Khalsa Ji, digam: Vahiguru.
Verso 7
Meditando nos cinco Tronos e em todos os Gurdwaras, digam: Vahiguru.
Verso 8
Primeiro, a oração de todo o Khalsa Ji: que todo o Khalsa Ji se lembre de Vahiguru, Vahiguru, Vahiguru; pelo mérito de lembrar, que toda felicidade venha. Onde quer que o Khalsa Ji Sahib esteja, que ali haja proteção; que a generosidade e a espada sejam vitoriosas; que a honra do compromisso seja mantida; que o Panth seja vitorioso; que o adorável Sahib seja auxiliar; do Khalsa Ji, as palavras sejam poderosas; digam: Vahiguru.
Verso 9
Aos Sikhs, concedei a dádiva do Sikhismo, a dádiva dos cabelos, a dádiva do código de conduta, a dádiva do discernimento, a dádiva da fé, a dádiva da confiança, a dádiva acima de todas as dádivas, a dádiva do Nome; o banho no adorável Amritsar, as congregações, as bandeiras, os pavilhões, inabaláveis por eras; o triunfo do Dharma; digam: Vahiguru.
Verso 10
A mente dos Sikhs é humilde, mas sua sabedoria é elevada; o Guardião da sabedoria é o Ser Primordial, Vahiguru.
Verso 11
Ó Ser Primordial, sempre sejais o Auxiliador e Doador do Vosso Panth. Concedei ao Khalsa Ji a dádiva da visão aberta e do serviço e cuidado do adorável Nankana Sahib e de outros Gurdwaras e lugares sagrados dos quais o Panth foi separado.
Verso 12
Ó orgulho dos humildes, força dos desamparados, refúgio dos desabrigados, verdadeiro Pai Vahiguru, a Vós é feita esta oração. Perdoai os erros, omissões e falhas nas palavras. Fazei com que todos os assuntos sejam bem-sucedidos. Uni-me com aqueles amados, ao encontrá-los, Vosso Nome venha à mente. Nanak: que o Nome esteja em glória ascendente; que, por Vossa Vontade, todos tenham bem-estar.
Verso 13
O Khalsa pertence ao Vahiguru.
Verso 14
A vitória pertence ao Vahiguru.
Verso 15
Worship Guidelines & Chanting Benefits (Phalashruti)
Daily or auspicious lunar days (Ekadashi, Purnima, Pradosham)
Brahma Muhurta (4:00 AM – 6:00 AM) or Evening Dusk (Sandhya)
Ghee lamp (Deepa), Incense (Dhoopa), Fresh flowers & Water offering
- Peace of mind, spiritual upliftment, and harmonious energy in the home
Contexto
A Ardas é a oração formal do Sikhismo, recitada em Punjabi (escrita em Gurmukhi) no final de qualquer serviço religioso (diwan) ou evento importante. Ela começa com 'Ik Onkar' (Um Deus Criador) e 'Waheguru Ji Ki Fateh' (Vitória a Waheguru), depois invoca os dez Gurus humanos, desde Guru Nanak até Guru Gobind Singh, e a luz eterna do Guru Granth Sahib (o livro sagrado). Em seguida, lembra os cinco primeiros batizados (Panj Pyare), os quatro filhos do Guru Gobind Singh (Sahibzade), os quarenta mártires (Chali Mukte) e todos os sikhs que sacrificaram a vida pela fé. A oração também menciona os cinco Takhts (tronos de autoridade) e outros locais sagrados, pedindo proteção e bênçãos para a comunidade. A parte final é uma súplica pessoal e coletiva, pedindo perdão, força e o bem de todos. A Ardas é uma forma de conectar os sikhs com a sua história, valores e com o divino (Waheguru).
História e Significado
Ardas é a oração formal Sikh realizada em pé com as mãos postas diante de Sri Guru Granth Sahib Ji ou em devoção pessoal, buscando humildade, otimismo (Chardi Kala) e bênção universal.
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Composto por: Guru Gobind Singh Ji (opening verse) and the Khalsa Panth
Você sabia?
Estrutura e importância
Esta oração, chamada Ardas (do persa 'ardasht' – 'petição'), é a oração formal coletiva do Sikhismo, recitada ao final de todos os cultos em templos (Gurdwaras) e em ocasiões especiais. Ela não é lida de um livro, mas memorizada e dita em voz alta, unindo a congregação.
Invocação dos dez Gurus
A primeira seção (estrofe 3) invoca os dez Gurus do Sikhismo, começando por Guru Nanak (o fundador) e terminando em Guru Gobind Singh. Curiosamente, a ordem inclui a menção de que, ao lembrar de Guru Tegh Bahadur, 'as nove riquezas vêm correndo para casa' – uma expressão de bênção material e espiritual.
Referência a mártires e heróis
As estrofes 5 e 6 homenageiam grupos específicos: os Panj Pyare (os cinco primeiros discípulos iniciados por Guru Gobind Singh), os Sahibzade (os quatro filhos do Guru, executados), os Chali Mukte (quarenta libertos que morreram em batalha) e todos os que sofreram torturas de forma inabalável. A Ardad lembra que nenhum deles abandonou a fé ('Sikhī kesā̃ suāsā̃ nāl nibhāhī').
Pedido pelos santuários perdidos
A estrofe 11 faz uma súplica específica pela reabertura e livre acesso ao Gurdwara Nankana Sahib (no atual Paquistão) e outros locais sagrados dos quais a comunidade Sikh foi separada. Esse trecho insere preocupações históricas e políticas pós-partição da Índia em 1947 dentro da oração.
Conclusão e bênção universal
A última parte (estrofe 12) contém a frase famosa 'Nānak nām chaṛhdī kalā, tere bhāṇe sarbat dā bhalā' – 'Que o Nome de Deus (Naam) esteja sempre em ascensão, e que, por Tua vontade, todos sejam abençoados'. Esta é uma das orações mais conhecidas do Sikhismo, pedindo o bem-estar de toda a humanidade, não apenas dos Sikhs.
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